Técnica inovadora acelera cicatrização


O produto final é o resultado da separação das células do sangue responsáveis pelo processo de cicatrização

A cicatrização rápida e correta é um dos principais desejos das pessoas que vão se submeter a algum procedimento cirúrgico. Afinal, muitos têm receio de carregar uma nova marca no corpo e comprometer o resultado da cirurgia, sobretudo se for estética. A boa notícia é que a medicina moderna dispõe de vários recursos que prometem aprimorar o resultado e dar maior rapidez ao processo. Entre eles está o PRF (Platelet Rich in Fibrin), técnica inovadora que consegue acelerar a cicatrização em até 70%. No entanto, foi a odontologia que abraçou a ideia e passou a adotar o método majoritariamente.

Nesta técnica, o sangue do paciente é coletado antes do procedimento e processado em uma centrífuga, dando origem a uma substância que, posteriormente, é inserida na região do corpo onde foi realizada a cirurgia. De acordo com o cirurgião-dentista Rogério Bragança, o produto final é o resultado da separação das células do sangue responsáveis pelo processo de cicatrização. “Quando o sangue é colhido e passa pela máquina, gera a concentração das células que executam a cicatrização em nosso corpo. Ou seja, todas as vezes que nos machucamos, existe a melhora natural por conta dessas mesmas células”, explicou.

Bragança esclarece que a função da centrífuga é concentrar todas essas células, como se fosse uma esponja, para que sejam preparadas em forma de membrana e, assim, absorvidas com maior facilidade no local da cirurgia. Ele ressalta, ainda, que a substância possui um tempo de “vida útil” de até três horas após o processamento na centrífuga.

O cirurgião-dentista afirma que o PRF veio de uma evolução da ciência: “A descoberta desta técnica foi a partir de um estudo feito pelo médico francês Joseph Choukroun, em 2005, com portadores de diversas doenças, como a diabetes, cuja condição sistêmica dificultava a cicatrização”, disse Rogério, ressaltando que, a partir disso, a odontologia passou a se interessar pela utilização do método, tanto nos procedimentos mais simples quanto nos mais complexos.

Embora existam, atualmente, outras técnicas que possibilitam a cicatrização tão acelerada quanto o PRF, todas vêm de materiais sintéticos ou manipulados em laboratório. “Além de vir do próprio sangue do paciente, ter um processamento rápido e um preparo externo mais ágil ainda, o PRF tem como grande vantagem a isenção de qualquer chance de alergia ou resposta de corpo estranho que a pessoa pode ter com qualquer material inserido em seu organismo”, justificou o cirurgião-dentista.

Utilização no enxerto ósseo dentário – Ainda segundo o cirurgião-dentista Rogério Bragança, o método Platelet Rich in Fibrin pode ser adotado, também, nos tratamentos odontológicos que demandam o uso de enxertos ósseos. “Pessoas que desejam receber implante, mas não possuem osso suficiente para dar suporte, precisam passar por cirurgias de enxerto. Porém, existem muitos casos de insucessos em procedimentos do tipo. O PRF, então, é mais um meio para melhorar isso, havendo a mistura da substância gerada pela técnica ao material usado para enxerto, culminando no aprimoramento de todo o processo”, avaliou o profissional.

Rogério Bragança

Fonte: Folha1

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